A modernidade, por sua necessidade quase voraz, trás uma pressa que por vezes parece incompatível. Lá se vão os tempos onde as pessoas se cumprimentavam ao caminhar pelas ruas e edifícios da cidade. O “bom dia” ou um simples aceno era mais que necessário, era espontaneamente obrigatório.
As regras de boa convivência não mudaram, mas as pessoas agora correm frenéticas com suas necessidades e o “bom dia” vem sintomaticamente sendo abandonado junto com o “boa tarde e o boa noite”. Claro que ainda há resistências, ainda existem pessoas que insistem nesta regra
básica da boa educação, o cumprimento.Será que no futuro as gentilezas serão extintas? Eu, particularmente, não acredito nisso, mas pergunto: o que você esta fazendo à respeito? Passa direto pelas pessoas ou as cumprimenta?
Um amigo me disse: “No meu prédio todos me cumprimentam, mas nem sempre foi assim. Quando fui morar lá eu os encontrava no elevador e eles olhavam para o chão, com medo de mim ou de me cumprimentar”. As boas maneiras algumas vezes tem que ser impostas.
E seguindo o comentário deste amigo, comecei a perceber que nem sempre os meus cumprimentos eram bem recebidos. Algumas vezes a timidez impedia que o cumprimento tivesse um retorno, outras vezes era simplesmente a pressa. Percebi que os apertos de mãos e abraços resistem a pequenos e restritos grupos de familiares e amigos.
Existem, entretanto, algumas pessoas que nos cumprimentam na rua em resposta ou não aos nossos, mas será que estas pessoas estão sendo extintas?
O universo conspira a favor da humanidade, ciclos de modismos e culturas sempre voltam. Torçamos então para que a boa educação retorne com o glamour que lhe é devido.
Como dizia o poeta Gentileza nas tuas andanças cariocas: “Gentileza gera gentileza”.
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