quarta-feira, 29 de julho de 2009

TRÂNSITO CANDANGO, CADA VEZ MAIS DIFÍCIL

Por Vagner Cardoso

O número de veículos no DF tem crescido com uma velocidade muito maior que da política de governo para melhorar o fluxo destes mesmos veículos pelas ruas da cidade. Segundo informa o site do DETRAN DF (www.detran.df.gov.br) a frota de veículos registrados em 2009 no DF é de 1.095.456 e lembre-se dos veículos de outros estados que por aqui circulam.

O transporte público, apesar dos esforços do governo, é um dos mais caros do país e também um dos piores. Não há uma estratégia clara para melhoria destes serviços ou um plano de criação de ciclovias nas principais vias – e por todo o DF – que não só ajudaria na redução do fluxo de veículos automotores, como também ao eco sistema da cidade. Ainda, ônibus e caminhões circulam nas faixas que melhor lhe parecer, congestionando ainda mais as ruas da cidade.

Neste caminho, ou melhor, por entre as ruas do DF, o que vemos é o crescimento na contramão da lição aprendida com as faixas de pedestres. Muitos são os motoristas que não sinalizam suas conversões e que quando o fazem são displicentes. O uso indiscriminado do celular ao volante, enquanto circula pelas ruas da cidade, também já é uma cultura, que por vezes parece estar arraigada a cidade.

Há um ponto mais terrível ainda, o DF já seguindo os péssimos moldes culturais de outras metrópoles, parece ter assumido em cada motorista ou motociclista um rebelde sem causa, um gladiador pronto para sair no tapa, se preciso ou não for, com o seu adversário visível, no veiculo ao lado, á frente ou no retrovisor. Claro que isso, felizmente, ainda não é uma regra, tem motorista e motociclistas que beiram o passional, de tamanha a educação, quando abordados por estes bad boys do trânsito candango.

Mas, aonde isto tudo irá nos levar? Se por um lado o mundo cria a cultura da globalização e que para penetrar e manter-se neste novo universo a educação tem sido uma das suas maiores bandeiras, por outro o estresse adquirido no dia a dia, tem transformado as ruas em grandes campos de batalha, sem nenhuma fiscalização e deficiente em policiamento, já que as blitz quando surgem são para verificar o estado etílico do condutor ou se fora pago os impostos devidos e sem atraso de seus veículos. Segundo uma pesquisa de opinião, respondida por internautas no site da ABETRAN – Associação Brasileira de Educação de Trânsito (www.abetran.org.br), 60%dos acidentes no trânsito, no Brasil, são motivados por imprudência do condutor.

Claro, não podemos impingir mais este fato ao governo. Podemos apenas pedir por mais e melhores políticas de transporte no DF, por fiscalização e embargo, quando houver necessidade, aos ônibus. Podemos pedir faixas exclusivas para ônibus, por ciclovias, por campanhas educativas e por mais policiamento, aliás, policiamento nunca é demais.

Talvez seja este o momento de reavaliarmos a nossa postura no trânsito, reinventando uma nova cultura, a cultura da paz.

Paz no trânsito aos homens e mulheres, mesmo sem boa vontade!